O programa SOS funciona através do laboratório da Sotreq localizado na filial de Contagem, na Grande Belo Horizonte, com capacidade de analisar 300 mil amostras em 2001, operando em três turnos.

A finalidade do SOS é servir como importante recurso de gerenciamento da manutenção preventiva de equipamentos móveis e fixos, através do monitoramento do estado dos fluídos dos componentes lubrificados e arrefecidos.

Os usuários de equipamentos inscritos no programa SOS da Sotreq são beneficiados com:

1) Maior durabilidade dos componentes monitorados pelo programa;

2) Menores custos operacionais desses conjuntos;

3) Maior disponibilidade mecânica ou operacional do equipamento;

4) Economia de óleos lubrificantes e de combustível;

5) Redução de mão-de-obra de mecânicos (anormalidades funcionais são apontadas com precisão);

Por intermédio de ensaios instrumentais e análises fisico-químicas de amostras coletadas em períodos pré-determinados, o laboratório SOS da Sotreq informa aos usuários do programa, através de relatórios detalhados a tendência dos desgastes metálicos e a contaminação dos compartimentos dos componentes dos equipamentos onde fluem lubrificantes e liquido arrefecedor. O SOS monitora a evolução da degradação desses fluídos, detecta a diluição por combustível e a contaminação por água e glicóis, sugerindo intervenções de manutenção corretiva quando necessárias, antes que se tornem mais dispendiosas e problemáticas.

O laboratório SOS da Sotreq realiza seis ensaios das amostras recebidas dos usuários:

Plasma

Determina e quantifica as partículas provenientes de desgastes das peças dos componentes monitorados. Executado pelo aparelho denominado Espectrômetro de Emissão Ótica por Plasma Simultâneo. A técnica consiste em atomizar as partículas dos elementos encontrados, elevando a temperatura e medindo o comprimento de onda de energia luminosa desprendido e comparando-o à curva padrão previamente instalada no aparelho. A medição é feita por sistema ótico que capta, identifica e quantifica cada elemento químico encontrado em partes por milhão. Detecta partículas de até 10 micra.

Infravermelho

Apura as condições físico-químicas dos lubrificantes através de aparelho que emite luz infravermelha, qualificando e quantificando os grupos de compostos orgânicos e medindo as absorções de comprimento de onda específico para cada grupo identificado. Neste ensaio são identificados parâmetros de oxidação e teores de fuligem, sulfatação e nitração, além da presença de água e glicol e contaminação por combustível.

Contagem de Partículas

Identifica a presença de contaminantes no lubrificante, na forma de partículas metálicas e não-metálicas que podem conduzir ao desgaste acelerado de peças dos componentes lubrificados e, conseqüentemente, falhas dispendiosas. Emprega aparelho de contagem de partículas que emite feixe de raio laser através da amostra de óleo. Quando as partículas passam por este raio, um sensor observa as alterações de luz, medindo-as e quantificando-as. Avalia partículas de 5 a 100 micra.

Viscosidade

Ensaio executado em viscosímetro, na temperatura média de 100 graus centígrados, para avaliar se o lubrificante situa-se nas faixas especificadas pela norma SAE. Verifica o estado de oxidação do óleo lubrificante e detecta a presença de diluição por combustível.

Microscopia Ótica

Técnica empregada para complementação do ensaio de contagem de partículas. Utilizando um microscópio identifica, na maioria das situações, pela morfologia das partículas presentes no óleo se é metálica ou sintética e o tipo do desgaste ocorrido (por abrasão ou corrosão). Um microcomputador acoplado ao microscópio, com software de captura, permite o seu arquivamento em banco de dados, além da medição do seu tamanho.

Líquido Arrefecedor

Avalia o equilíbrio químico do produto visando assegurar proteção do sistema de arrefecimento do equipamento. Consiste de quatro testes básicos (Visual, Ph, Nitrito e Glicol) capazes de predizer ou revelar problemas em desenvolvimento no sistema de arrefecimento.